Compositor: Fabão, Victor Soares, Sérgio Many, Marcio Timbuca, Du Chagas, Ricardo Rossi
Chapéu panamá, terno de cambraia
Um bom malandro tem que ser salgueiro
Guia no peito, rei na boemia
Tem água de cheiro perfumando a academia
Sou eu, assim sou eu
Malandro nessa ópera de rua
Caminho protegido pela Lua
Canta salgueiro que esse mundo é meu
Do morro aos nobres salões
Sagaz, eu risco chão em qualquer praça
Com a graça de um barão da ralé
Quem é de boa noite vem pra roda
Me desculpem as senhoras
Malandro é malandro, mané é mané
Carteado, capoeira, cabaré sou eu
Na ginga do corpo não vai me ganhar
O amor me chama conquisto a dama
Se a sorte vira, boto a gira pra girar
Poeta das mesas de bar
Filosofia de luta e de paz
Corpo fechado, mente aberta
O malandro enverga mas não quebra
E mesmo se o dia quiser despertar
Malandragem não vou apagar, sair de cena
Vivo nas esquinas e calçadas
Na força da fé e do patuá
Alma carioca salgueirense
Esse poema vai eternizar